A estrela e o Arco-Íris.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Bom, esse texto não é de minha autoria. O retirei deste blog.
Ele conta uma história, que pra mim, soa quase como uma parábola e panz.
Pois bem:


A Estrela e o Arco-íris


Era uma vez uma estrela que brilhava longe no infinito escuro do Universo. Há zilhões de anos ela brilhava sem parar, mas seu pisca-pisca chegava fraquinho no céu dos planetas do Sistema Solar, os mais próximos que havia - embora extremamente distantes. Tão distantes que sua luz chegava fraquinha até eles. Tão fraquinha que até se confundia com as outras zilhares de estrelas que também piscavam por ali.

Essa estrela era lilás, única entre todas as outras que tinham cores. Única estrela lilás de todo o Universo. Mas que é que interessava a cor da estrela se seu brilho chegava tão fraquinho nos planetas para os quais piscava? Tão pouco interessava a cor que refletia que nem mesmo ela mesma sabia que era única.

Um dia, cansada de brilhar tão longe e ser só mais uma entre todas as outras, a estrela lilás se jogou no planeta Terra. Queria cair naquele azul tão lindo que via de longe. Jogou-se e caiu numa praia de areia clarinha e bem fina, tão macia e leve que nem se machucou na queda. Olhou para o céu e viu todas as suas colegas estrelas, tantas cores elas tinham... Com um pouco mais de observação, descobriu, cheia de susto, que não tinha uma colega com cor gêmea. Era única, pois.

A dúvida, então, se instalou em sua vida. O que “era” agora que se descobria única? O que “fora” antes de sabê-lo? O que seria daqui em diante, sabendo-se assim? Cheia de dúvidas, conflituosa que se tornava, perguntava-se qual seria sua função no mundo. Não sabia, nem imaginava – por isso, desesperava-se.

A noite seguia seu curso e, de repente, a estrela viu o arco-íris. A visão a deixou alucinada, jamais havia visto imagem tão linda em todo o seu existir. Quis subir nele e descer de tobogã, mas, quanto mais tentava se aproximar, mais ele se afastava. Virou criança entretida com o novo brinquedo. Corria para o arco-íris e ele lhe fugia.

Muito tempo se passou até que a estrela intuísse algum engano. Que estranho amigo era aquele que aparecia para alegrá-la com suas cores mas lhe fugia o tempo todo? Tanto pensou nisso que chegou a dizê-lo em voz alta. O arco-íris, então, soube o que se passava na cabeça da amiga e fez questão de responder o que sabia, tão óbvio parecia – o arco-íris era tão somente reflexo que a estrela fazia na água.
-x-



Conclusão:  Às vezes o que mais procuramos e desejamos, já está em nós e nós não percebemos isso. 

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